Pular para o conteúdo
IA de MarketingCampanhas, criativos e otimização de anúncios no Meta e no Google.IA de AtendimentoWhatsApp 24h, orçamento pela tabela e agenda de exames.IA de ERPVenda, ordem de serviço, estoque, financeiro e comissão.
Tráfego pago para óticas 3 IAs · 1 login
FuncionalidadesBlogMateriaisParceirosPreços
EntrarAgendar demo
IA de Marketing IA de Atendimento IA de ERP Funcionalidades Blog Materiais Parceiros Preços Entrar Agendar demo
  1. Blog
  2. Marketing e anúncios
  3. Exame de vista grátis na ótica: é permitido?
Marketing e anúncios

Exame de vista grátis na ótica: é permitido?

Pela norma federal, a ótica não pode usar exame de vista grátis como chamariz: o Decreto 24.492/1934 proíbe anunciar exame no estabelecimento e distribuir vales de consulta gratuita ou com desconto. Para optometristas de nível superior, o STF afastou parte dessas vedações, e é aí que surgem leituras diferentes. Este guia mostra o que diz cada regra, onde mora o risco no anúncio e como organizar a agenda de exames sem expor a loja.

Gabriel SampaioFundador do Otikos
Atualizado em 10 de outubro de 20268 min de leitura

Resposta rápida

Pela regra federal, não. O Decreto 24.492/1934 proíbe a ótica de anunciar exame de vista e de distribuir vales de consulta gratuita ou com desconto, e o Código de Ética Médica veda ao médico atuar em dependência de ótica. O STF afastou vedações para optometristas de nível superior, com divergências. Confirme com advogado e vigilância local.

Cliente lendo um quadro de letras na parede de uma ótica, acompanhada por uma atendente.
Nesta página
  1. A resposta curta
  2. O que dizem o decreto e o Código de Ética Médica
  3. Onde entram o optometrista e o STF
  4. O risco no anúncio: o que o CDC exige
  5. Prática, risco e alternativa
  6. Como organizar o exame sem expor a loja
  7. O que anunciar no lugar do exame grátis
  8. Agenda e lembrete sem prometer o que não pode
  9. Perguntas frequentes

A resposta curta

"Exame de vista grátis na compra dos óculos" é uma das chamadas mais comuns no varejo óptico, e também uma das mais arriscadas. A pergunta envolve três camadas: o que o decreto de 1934 proíbe à ótica, o que o Código de Ética Médica proíbe ao médico e o que o Código de Defesa do Consumidor exige de qualquer anúncio. Some a isso a decisão do STF sobre optometristas e as leis estaduais, e a resposta passa a depender do formato e da cidade.

O ponto de partida, porém, é claro no texto federal: a ótica não deve anunciar exame de vista, não deve manter consultório nem aparelhos de exame em funcionamento e não deve dar vale de consulta gratuita ou mais barata. O que se discute, desde 2021, é quanto disso alcança o optometrista de nível superior.

Atenção

Este conteúdo é informativo e não é orientação jurídica. As regras variam por estado e município, e decisões novas podem mudar o cenário. Antes de anunciar qualquer serviço ligado a exame, confirme com um advogado e com a vigilância sanitária da sua cidade.

O que dizem o decreto e o Código de Ética Médica

O Decreto 24.492/1934, que regula a venda de lentes de grau, tem quatro trechos que tocam diretamente na ideia de exame grátis:

  • Art. 16, caput: a ótica não pode ter consultório médico em nenhuma dependência, nem o médico pode se instalar em lugar de acesso obrigatório pela loja.
  • Art. 16, § 1º: veda à ótica manter consultório mesmo fora das suas dependências, indicar médico que dê vantagens aos clientes recomendados por ela e distribuir cartões ou vales que deem direito a consultas gratuitas, remuneradas ou com redução de preço.
  • Art. 16, § 2º: proíbe o médico oftalmologista de indicar uma ótica específica para aviar suas receitas.
  • Art. 17: proíbe câmara escura, aparelhos de exame dos olhos em pleno funcionamento e cartazes e anúncios oferecendo exame da vista.

O Decreto 20.931/1932, no art. 39, reforça a proibição de consultório médico nas dependências da ótica. Do lado do médico, o Código de Ética Médica (Resolução CFM 2.217/2018) veda, no art. 68, exercer a profissão com interação ou dependência de ótica e, no art. 69, obter vantagem pela comercialização de produtos cuja compra decorra da influência do médico. Ou seja: mesmo que a ótica quisesse bancar a consulta, o médico que aceitasse o arranjo correria risco ético no próprio conselho.

Otikos · Marketing

Veja o Otikos com os dados da sua ótica

Marketing, atendimento no WhatsApp e ERP na mesma tela. Uma conversa de 40 minutos com quem construiu o sistema.

Agendar demo

Onde entram o optometrista e o STF

Em outubro de 2021, nos embargos da ADPF 131, o STF entendeu que as vedações dos decretos de 1932 e 1934 não se aplicam a optometristas de nível superior formados em instituição reconhecida (fonte). No texto oficial do decreto, os artigos ligados ao tema trazem a anotação "Vide ADPF 131".

Isso não virou licença geral para a ótica anunciar exame grátis. Entidades médicas sustentam que o optometrista não diagnostica doença nem prescreve tratamento, posição que o CFM divulgou a partir de uma decisão do STJ. Entidades de optometria leem a decisão de forma mais ampla. E estados podem ter lei própria: em 2025 o STF manteve uma lei de Goiás que limita a optometria em estabelecimentos comerciais. A linha do tempo completa está em optometrista na ótica e a decisão do STF.

Na prática, a mesma oferta pode ser aceita numa cidade e autuada em outra. A vigilância sanitária costuma conferir o que a loja oferece na vistoria da licença; o passo a passo está em licença da vigilância sanitária para ótica.

O risco no anúncio: o que o CDC exige

Mesmo onde o formato do atendimento for aceito, o anúncio responde ao Código de Defesa do Consumidor. O art. 37 proíbe publicidade enganosa, inclusive por omissão: é enganosa a peça que induz o cliente a erro sobre a natureza do serviço ou deixa de informar um dado essencial. Em anúncio de exame, os deslizes mais comuns são:

  • Dizer "consulta com oftalmologista" quando o atendimento é feito por outro profissional.
  • Escrever "grátis" em destaque e esconder que só vale com a compra dos óculos.
  • Prometer que o exame "identifica doenças" ou "cuida da saúde dos seus olhos", que é diagnóstico.
  • Usar foto de consultório, jaleco ou aparelho dentro da loja, sugerindo um serviço que a regra local pode não permitir.

Anúncio pago amplifica o problema, porque a peça roda para milhares de pessoas e pode ser consultada na biblioteca de anúncios. Se você investe em mídia, revise a comunicação antes de subir a campanha; a estratégia está em tráfego pago para óticas.

Prática, risco e alternativa

Práticas comuns ligadas a exame de vista, o risco de cada uma e a alternativa mais segura.
Prática comumRiscoAlternativa mais prudente
Cartaz ou post "exame de vista grátis"Art. 17 do Decreto 24.492 proíbe anúncio de exame no estabelecimentoAnunciar a ótica pelo que ela vende: armação, lente, prazo, atendimento
Vale de consulta gratuita ou com descontoArt. 16, § 1º veda cartões e vales de consultaNão distribuir vale; o cliente escolhe onde e com quem consulta
Médico atendendo em sala da lojaArt. 16 do decreto, art. 39 do Decreto 20.931 e art. 68 do Código de Ética MédicaProfissional independente, em endereço próprio, sem vínculo com a loja
"Exame grátis na compra dos óculos"Condição escondida pode ser publicidade enganosa (CDC, art. 37)Não vincular exame à compra; aceitar receita de qualquer profissional
Optometrista na loja, anunciado como exameDepende da formação, da lei estadual e da vigilância localConfirmar por escrito com vigilância e advogado antes de anunciar
Promessa de "check-up dos olhos"Sugere diagnóstico, que nenhum dos lados admite fora da medicinaFalar só do que a ótica entrega: óculos, lentes, ajuste, garantia

Material gratuito · PDF, 7 páginas

Calendário de marketing para óticas 2027

As datas que movem a ótica em 2027, mês a mês, com ideia de campanha e quando começar a preparar cada uma.

Baixar grátis

Como organizar o exame sem expor a loja

Exame é a porta de entrada da venda de óculos de grau, e nenhuma ótica quer abrir mão dele. O caminho é separar com clareza o que é da ótica e o que é do profissional. Um roteiro prático:

  1. Pesquise a regra local. Veja se o seu estado tem lei sobre optometria em estabelecimento comercial e pergunte à vigilância sanitária, por escrito, o que ela aceita.
  2. Defina o formato com advogado. Profissional independente em endereço próprio, optometrista de nível superior em sala separada ou só encaminhamento têm riscos diferentes, inclusive trabalhistas.
  3. Não dê vale nem desconto de consulta. O art. 16, § 1º veda exatamente isso, e a vedação vale também para "recomendados" com preço especial.
  4. Deixe o cliente livre. Ele consulta onde quiser e traz a receita para a loja que preferir. Receita de qualquer profissional habilitado é atendida igual.
  5. Revise anúncios, posts e mensagens. Nada de "exame grátis", "consulta na loja" ou promessa de diagnóstico, nem no Instagram, nem no Google, nem no WhatsApp.
  6. Treine a equipe para não indicar grau. O art. 13 do decreto proíbe dono e funcionários de escolher ou aconselhar lente de grau.
  7. Registre as receitas aviadas. O decreto exige livro de registro, assinado pelo óptico; o tema está em ótica precisa de responsável técnico.
  8. Trate receita como dado de saúde. Pela LGPD, é dado sensível; o guia está em LGPD na ótica.

Se o cliente chega sem receita, a loja não resolve com exame improvisado. O que fazer nesse caso está em ótica pode vender óculos sem receita.

O que anunciar no lugar do exame grátis

Tirar o exame grátis do anúncio não precisa derrubar o movimento. A ótica tem argumentos próprios, que não dependem de serviço de saúde:

  • Prazo de entrega dos óculos, com data combinada no balcão.
  • Condição de pagamento, como parcelamento ou crediário, com regras claras.
  • Garantia e ajuste da armação, inclusive depois da compra.
  • Variedade de armações e de lentes por faixa de preço.
  • Atendimento rápido no WhatsApp para quem já tem a receita na mão.

Para quem ainda não tem receita, a comunicação pode orientar a procurar um profissional habilitado, sem indicar nome e sem oferecer vantagem. Ideias de campanha que respeitam esses limites estão em marketing para óticas.

Agenda e lembrete sem prometer o que não pode

Seja qual for o formato aprovado na sua cidade, o atendimento precisa ser organizado e a comunicação, neutra. No Otikos, a IA de atendimento responde no WhatsApp 24 horas, orça pela tabela da ótica e agenda exame ou visita conforme a configuração da loja, sem diagnóstico; o lembrete automático de consulta avisa o cliente 24 horas e 3 horas antes do horário. O texto que a IA usa é definido pela loja, então vale revisar para não prometer exame grátis. O panorama está em IA para óticas: guia completo. Os recursos dependem de configuração e plano.

Espaço de parceiro

Laboratório, fornecedor de lentes ou de armações? Apareça para quem decide a compra da ótica.

Conhecer as parcerias

Perguntas frequentes

Ótica pode oferecer exame de vista grátis?

Pela regra federal, não. O Decreto 24.492/1934 proíbe a ótica de anunciar exame e de distribuir vales de consulta gratuita ou com desconto. Para optometristas de nível superior há leituras diferentes após o STF. Confirme com advogado e vigilância sanitária.

Ótica pode anunciar exame de vista?

O art. 17 do Decreto 24.492/1934 proíbe cartazes e anúncios com oferta de exame da vista no estabelecimento. Além disso, o anúncio responde ao CDC, que proíbe publicidade enganosa, inclusive por omissão.

Oftalmologista pode atender dentro da ótica?

O Decreto 24.492/1934 proíbe consultório médico nas dependências da ótica, e o Código de Ética Médica veda ao médico atuar com interação ou dependência de ótica. O caminho comum é o consultório independente.

Exame de vista grátis na compra dos óculos é proibido?

O decreto veda vales de consulta gratuita ou com redução de preço, e esconder a condição de compra pode ser publicidade enganosa pelo CDC. É uma das práticas de maior risco para a loja.

Optometrista pode fazer exame de vista na ótica?

Depende. O STF afastou as vedações dos decretos para optometristas de nível superior, mas leis estaduais, como a de Goiás, e a vigilância local podem limitar a atuação dentro da loja. Confirme a regra do seu estado.

Gabriel Sampaio

Sobre o autor

Gabriel Sampaio

Fundador do Otikos, sistema para óticas com IA feito no Brasil, e da GS Mídias, que trabalha com marketing e atendimento de óticas. Escreve a partir do que acompanha na operação das lojas: anúncio, WhatsApp, agenda e balcão. Revisado em 10 de outubro de 2026.

Seguir @otikosoficial no InstagramCanal no YouTube
Este guia ajudou? Mande para quem cuida disso na sua ótica: Enviar no WhatsApp

Nesta página

  1. A resposta curta
  2. O que dizem o decreto e o Código de Ética Médica
  3. Onde entram o optometrista e o STF
  4. O risco no anúncio: o que o CDC exige
  5. Prática, risco e alternativa
  6. Como organizar o exame sem expor a loja
  7. O que anunciar no lugar do exame grátis
  8. Agenda e lembrete sem prometer o que não pode
  9. Perguntas frequentes

Veja isso funcionando no Otikos

Agendar demo

Próximo passo

Quer organizar agenda, lembretes e vendas da ótica num só lugar?

Uma conversa de 40 minutos com quem construiu o sistema. Você vê marketing, WhatsApp e ERP rodando com exemplos da sua ótica.

Agendar demo Ver funcionalidades

Continue lendo

Mais sobre marketing e anúncios

Ver a categoria
Conversa tranquila de consulta em uma sala de exame de uma ótica moderna, com a profissional e a cliente sentadas à mesa e o equipamento parado ao fundo.

Gestão · 7 min

Ótica pode ter optometrista? O que decidiu o STF

Linha do tempo dos decretos de 1932 e 1934, da ADPF 131, do STJ, do TJMG e da lei de Goiás, e o checklist antes de contratar optometrista.

Sala de exame de vista vazia com cadeira e equipamento, enquanto a recepcionista confere o celular na porta.

Atendimento · 7 min

Como aumentar o comparecimento no exame de vista (no-show)

Como reduzir o no-show no exame de vista da ótica: confirmação, lembretes 24h e 3h antes, remarcação fácil, overbooking com cuidado e como medir.

Marketing

Marketing para óticas

No Otikos, o marketing da ótica é feito por uma IA que trabalha dentro do mesmo sistema onde a venda é registrada. Ela cria e otimiza as campanhas, gera o conteúdo e acompanha os concorrentes. E, porque está no mesmo lugar que o PDV, consegue dizer quanto cada anúncio custou por cliente que apareceu na loja.

OtikosMarketing, WhatsApp e ERP num login só

Agendar demo
Ajuste de focoAcuidade 20/20

Otikos

O Otikos é um sistema de gestão para óticas com inteligência artificial, feito no Brasil para óticas independentes e redes.

Agendar demo

Instagram @otikosoficialYouTube

Produto

  • IA de Marketing
  • IA de Atendimento
  • IA de ERP
  • Tráfego pago
  • Funcionalidades
  • Preços

Blog

  • Gestão e finanças
  • Mercado óptico
  • Atendimento e WhatsApp
  • Marketing e anúncios
  • Pós-venda e relacionamento
  • IA na ótica
  • Todos os artigos

Materiais

  • Planilha de custos para abrir uma ótica
  • Checklist completo para abrir uma ótica
  • Calendário de marketing para óticas 2027
  • Guia Simples Nacional e reforma tributária 2027 para óticas
  • Todos os materiais

Empresa

  • O que é o Otikos
  • Parceiros
  • Entrar

Legal

  • Privacidade
  • Termos de uso
  • Exclusão de dados

© 2026 Otikos. Sistema para óticas com IA, feito no Brasil.

Termos de usoPrivacidadeExclusão de dados